(Num jardim perto de si...)
Olha estas velhas árvores, — mais belas,
Do que as árvores mais moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas . . .
O homem, a fera e o inseto à sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas . . .
Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória da alegria e da bondade
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac
Tenho uma paixão quase incontrolável por grandes Carvalhos, daqueles que dão para fazer casinhas da árvore, com musgo na face norte do tronco e fetos nos nós dos ramos, daqueles que dão aquela sombra fresca nas tórridas tardes de Verão e abrigam da chuva no Inverno, adoro a embriaguez de Verde que me dão.
Ainda me lembro da minha cara de espanto quando a minha amiga Lua me disse uma vez:
"- vai-te abraçar a uma árvore que isso passa-te!"
É impossível passar por eles sem os abraçar!
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