Terça-feira, Novembro 03, 2009

O poente é belo e é bela a noite que fica…
assim é
e assim seja
Alberto Caeiro

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Os grandes espaços...


Grandes espaços, vento na cara, ar puro, verde extasiante, águas cristalinas!

Outono, cores, céu azul, ar livre, ar puro, libertação, ligar à terra, caminhar, caminhar, respirar, parar, olhar, ver, ai que prazer! Vou para o Gerês! ... e não quero saber de mais nada!

Preciso e mereço!

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Vou, ou não vou - Heis a Questão!

Ok, chegou a altura de enfrentar os problemas!

Admito: - Tenho um problema de indecisão!

Parece ser um problema associado aos "Balanças", pelo menos é o que uma amiga minha, especialista em signos, diz. Hipótese prontamente corroborada por um Balança de meio século que afirma veementemente ter o mesmo 'problema'.

Ora bem, eu já tinha escrito neste Blog que apoiava o movimento do Pedro, uma vez que ele tinha humildemente e publicamente explicado o seu drama!

Porque é que é tão difícil tomar decisões? A brincar, a brincar, isto tira-me o sono, tira-me o apetite, e dá-me um nervoso miudinho que se infiltra debaixo da pele e não me larga até que tome a decisão!

Nós, os indecisos, temos um problema grave com as decisões (passo o pleonasmo). Mas é que nós, os indecisos, somos pessoas que não voltam atrás nas suas decisões. Não temos essa capacidade de ajuste, de fitness adaptativo, não temos capacidade de admitir que as decisões que nos demoraram tanto tempo a decidir... possam no final estar equivocadas, por isso, levamos tudo até às últimas consequências! Como se estivessemos incumbidos de qualquer missão especial, que nos obriga a dar a cara, o corpo e a alma pelas nossas decisões.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Mercedes

Lembro-me da primeira vez que ouvi Mercedes Sosa... A minha mãe tinha comprado o CD Gracias à la Vida e levou-o a uma festa de anos do filho de uma amiga, em Leiria. Colocou o CD a tocar numa festa de um miúdo de 2 anos e foi o delírio. Eu não conseguia entender como todos ficaram encantados com aquela senhora que cantava Espanhol.
Tive que esperar alguns anos para voltar a ouvir e cair de quatro aos pés da Mercedes Sosa.

O post que se segue, foi integralmente plagiado do Blog Carantonha, simplesmente porque não saberia dizê-lo melhor!




"

Amigos carantonhas, se puderem/quiserem, mais logo, com mais noite, olhem para o céu e poderão testemunhar a caminhada de uma grande senhora em direcção ao pó das estrelas. Se puderem/quiserem, apurem o vosso sentido de audição, e ouvirão que vai cantando "Gracias a la vida", poema da poetisa chilena Violeta Parra. Falo-vos de Mercedes Sosa a grande "cantante" popular argentina, que foi também uma acérrima defensora dos direitos humanos. Deixou-nos hoje, aos 74 anos. Gracias Mercedes por todo lo que hiciste."

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Clone

... e que tal obter um clone da minha pessoa para chegar para todas as encomendas?

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Para sacana...

... sacana e meio!
Toma lá que já almoçaste!

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

You'll fliparás!

O amor, como diria Fernando Pessoa, é realmente ridículo.
A companheira de casa de um amigo, onde almocei ontem, está loucamente apaixonada por um alemão de Berlin com 40 anos. Fala com ele por video conferência e como boa española que é: o seu inglês é incrivelmente deficiente e o sotaque... nem se fala.

Mas o amor tem destas coisas, não é qualquer dificuldade linguística que impede uma mulher e um homem de serem felizes.

Para provar que o Fernando Pessoa estava correcto, ora vejam esta frase que escutei ontem, enquanto metia à boca uma garfada de saladinhas andaluzas (não consegui conter a gargalhada estridente):

- If you'll come to Andaluzia you'll fliparás! Guapo!



Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



Álvaro de Campos