terça-feira, maio 09, 2017

Mad About You





Quem se quer bem, sempre se encontra!

terça-feira, abril 25, 2017

Sempre!

Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! 

Salgueiro Maia, 25 de Abril de 1974

terça-feira, abril 18, 2017

sexta-feira, abril 14, 2017

A travessia

Quem elegeu a busca não pode recusar a travessia.

Guimarães Rosa

segunda-feira, março 27, 2017

Tabacaria



Lembro-me perfeitamente do momento em que abri uma pequenina edição chamada "Tabacaria".
Foi há muitos anos, no início desse fantástico processo chamado adolescência.
Diria mais, aquela pequena edição encontrou-me acidentalmente. Li as primeiras estrofes e não o consegui largar até terminar o poema. Lembro-me de me encostar à parede e pensar: - o que foi isto?

Foi o início do meu secreto fascínio pelo Álvaro de Campos, assim entrei paulatinamente no Universo Pessoniano. A curiosidade obrigou-me a consumir avidamente toda a sua obra. 

"Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim."

E foi isto, após ler tudo aquilo a realidade plausível caiu de repente sobre mim e a vida continua.

Igual? - Jamais!

"Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."

Poeta castrado, nunca!







Poeta castrado não! Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:




E foi o dia Mundial da Poesia, 
afortunadamente, mais uma vez, 
e nem uma palavrinha neste espaço, 
mas mais vale tarde que nunca!
O dia 21 de Março acumula a alegria de ser também o dia Mundial da Floresta e da Árvore.
Nos últimos tempos tenho vagueado pelos livros de Poesia de forma intermitente,
Há algo que se acende em mim, quando os folheio,
mas a vida é isto mesmo, 
andamos distraídos com outras coisas!
Falta-me semear canções no vento que passa,
vou semeando quando posso, 
e sinto a primordial falta dessa claridade,
dessa profundidade que só a Poesia nos aporta!
Quem sabe, quando voltarei a ter a alegria de espalhar uns poemas às hostes!
Por agora  vou-me mantendo a uma distância segura.


terça-feira, janeiro 31, 2017

As viagens são os viajantes

A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.

Livro do Desassossego por Bernardo Soares

quinta-feira, novembro 10, 2016

Em todas as ruas

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura


Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Mário Cesariny


As saudades que eu tinha desta pérola! 
Aos anos que não me lembrava deste poema.