domingo, maio 25, 2008

Sei de um rio, sei de um rio...


Sei de um rio
sei de um rio
em que as únicas estrelas
nele sempre debruçadas
são as luzes da cidade

Sei de um rio
sei de um rio
rio onde a própria mentira
tem o sabor da verdade
sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
dá-me os lábios desse rio
que nasceu na minha sede
mas o sonho continua


E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio
E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

Sei de um rio
até quando

(Pedro Homem de Mello/Alain Quiman)
Assim começou o espectáculo. Camané, na simplicidade sublime da sua sobriedade, brindou-nos com deliciosa hora e meia de puro Fado, vindo do melhor das suas entranhas. José Manuel Neto, a dedilhar impecavelmente a Guitarra Portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e os sons do contrabaixo, fizeram-me fechar os olhos e viajar para outras paragens. O espectáculo, pautado pela sobriedade, a sala perfeitamente equipada com uma bela acústica e um público civilizado (coisa dificil de conseguir nos últimos tempos), fizeram-me jubilar de orgulho.
Muito, muito, muito bom!

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