quarta-feira, outubro 26, 2011

E a exaltação de todas as esperas.


Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
És tu a Primavera que eu esperava
a vida multiplicada e brilhante
em que é pleno e perfeito cada instante

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
És tu a primavera que eu esperava...

Sophia de Mello Breyner Andresen


Palavras doces para os meus ouvidos,
também disto vive o ser humano!
Pelo menos, falo por mim.

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